Como ele mesmo cantou…

Posted in Melina on September 21, 2011 by 4i20

Nas palavras de Chico:

E quem me ofende, humilhando, pisando,
Pensando que eu vou aturar…
(…)
E quem me vê apanhando da vida,
Duvida que eu vá revidar…
(…)

Para estas pessoas, vou cantar:

Quando você me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer.
Olhos nos olhos,
Quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais
E que venho até remoçando,
Me pego cantando, sem mais, nem por quê.
(…)
Quando talvez precisar de mim,
Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim.
Olhos nos olhos,
Quero ver o que você diz.
Quero ver como suporta me ver tão feliz.

Sem título.

Posted in Melina on September 16, 2011 by 4i20

Sempre seremos tempestivamente tardias. Estaremos tentando buscar a solução pra cama de gato em novo estilo.
Fizemos o que bem entendemos por linhas diferentes, mesmo querendo juntá-las, vamos buscar o mesmo horizonte, mas em posições diferentes.
Queremos ser o que sonhávamos, mas acabamos tão longe do ideal, que este modificou-se e a gente ainda tenta buscar o antigo.
Preparadas, somos o piso em falso a todo momento, a porta na cara, a janela fechada pelo frio.
Nunca uma só estação, nunca uma soma, sempre olhares retos, derretendo-se no mesmo ângulo, como imaginávamos as flores da nossa casa.
Seremos sim, a cumplicidade no sorriso, no choro e nunca estaremos de graça no mesmo espaço.
Contávamos com o amor, mas o que nos restou foi a sorte.

Loucos e santos

Posted in Rebeca on September 6, 2011 by 4i20

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril.

Posted in Rebeca on September 2, 2011 by 4i20

Eu sou quem você quiser que eu seja, e tudo aquilo que você deseja, é só desejar que eu faço, mas se não quiser ficar comigo, eu não vou esperar mesmo não, sabe por que? Por que esse tal amor que personagem finge que sente, amor dessa qualidade que tem até paciência pra esperar entre um anuncio e outro pra somente no voltamos apresentar concluir que já tinha fingido que já tinha começado, esse tal amor, é somente amor de ficção, e é muito diferente desse negocio aqui que eu sinto, esse negocio de doido que eu não encontro nome, nem outras palavras existentes, e que não tem som e nem letra escrita que explique como ele é exagerado, por que sentimento sentido de verdade, não carece ser documentado, em papel, romance, nem filme de cinema, pois não é da conta de ninguém, a não ser da pessoa que sente além da outra responsável pelo afeto causado, a conversa aqui é somente entre tu e eu, eu e tu, finge somente uma vez que tu é tu, que é pra vê se tu descobre o que tu sente.

Nostalgia

Posted in Melina on August 24, 2011 by 4i20

Não sei, às vezes me bate uma saudade de um tempo que já não é mais meu. Que pode existir em outro lugar, mas que não está mais aqui, fazendo parte dos meus dias.

Às vezes eu tenho saudade de pessoas que não fazem mais parte do meu contexto, e que saudade de assistir novamente a certos trechos da minha vida, com essas pessoas ao lado, dizendo a cada cena “Lembra disso?”.

Pois é, eu queria que elas soubessem que eu lembro. Mas queria poder ouvi-las dizer “Que saudade dessa época”.

Minha impressão

Posted in Melina on July 5, 2011 by 4i20

“Os olhos são a janela da alma e o espelho do mundo”
Leonardo da Vinci

Se, de fato, os olhos são a janela da alma, que alma eu olhava?
Aliás, a dúvida não é apenas que alma eu via quando a olhava, mas qual era o mundo que havia por trás daquela alma, em que espelho será que ele estava?
Uma alma num mundo, significa uma vida, mas será que a vida é feita de presentes? Charlie Brown cantou “A vida te pede, mas a vida não te dá”. Quantos presentes a vida pode te dar? Isso é uma regra?
Os outros exigem mais de nós ou nós exigimos mais dos outros? Até mesmo porque nós, podemos ser os “outros”. Então, todos exigem muito de todos?
Mas por quê?
Os Titãs cantaram “E eu peço somente o que eu puder dar” – Isso quer dizer que nem todos exigem muito, ou que isso é apenas uma coisa legal de cantar, pensar, aconselhar e não existe na prática?
Ontem, meu amigo fez uma observação muito válida:
Términos de Namoros – Por que para um término ser aceito pelas pessoas, tem que ser gradual? Ou seja, por que para terminar um namoro, seu namoro tem que ir ficando desgastado, cheio de rugas e peles mortas? Por que quando se termina quando tudo está aparentemente bem, acontece um choque e a outra parte não entende?
Será que isso não está enraizado em antigos conceitos de relacionamentos? A convivência tem que se tornar insuportável, ambos os lados precisam agüentar toda a raiva, tristezas e mágoas, só pra dizer que tentaram? Dizer que foi por amor?
Amor de quem por quem?
Arrastar uma relação, já acabada por uma das partes não seria falta de amor próprio e amor até mesmo pelo outro?
Por que continuar tentando com uma pessoa e dando seu pior a ela? Brigas, choros e discussões sempre, apenas pra tentar resgatar o que já foi perdido? Nada será resgatado assim.
O melhor momento para o término é quando você vê que já não pode doar mais nada de bom para aquela pessoa que está ao seu lado. Esse é o momento, isso é sinceridade. E de vez em quando, bem… De vez em quando a sinceridade, a realidade dói. Mas o que fazer senão aceitá-la?
Terminamos e damos outra oportunidade a nós e ao outro. Se o outro não quer outra oportunidade, será apenas por algum tempo, depois ele mesmo vai ver que essa foi a melhor saída. Antes que o teto caísse, a casa pegasse fogo e não ficasse nenhuma fotografia.
Irão se encontrar pelas ruas e sorrirão com saudade de um tempo bom, trocarão algumas palavras e a vida vai seguir, com aquele leve aroma nostálgico. Melhor que sair de uma relação quando ela já está num precipício, e futuramente, quando se encontrarem, evitar olhar, pra não lembrar daquele passado tão triste.
É essa a impressão que eu tenho.
Que venham novos olhos, novas almas e novos mundos pra gente descobrir. Mesmo que eles não estejam interligados e que os olhos que você vê, não demonstrem a alma que você queria no seu mundo, com você.
E então procurar outro, e assim por diante. Até que encontre aqueles olhos que você não precisa entender, que quando olha, apenas sabe, sem que nada precise ser dito.

Antônimos

Posted in Melina on July 3, 2011 by 4i20

É fácil deixar tudo como está. Sim, fácil. Cômodo não é a palavra certa, nem sempre estamos na nossa zona de conforto, mas deixamos as coisas como estão por um simples medo de mudar. Trocar o certo pelo incerto, sabe?
Entre tantas opções que a vida nos dá, por que temos que escolher apenas uma? Não podemos agrupá-las? Escolher talvez 3 opções de 5? Mesmo assim, continuaria difícil. Difícil, logo o antônimo de fácil. E eu comecei dizendo que assim era fácil.

Há um meio termo entre fácil e difícil, que possa realmente, englobar os prazeres e as tristezas de estar no “médio”? Essa palavra não define tudo.

Definitivamente eu não seria aquela que larga tudo, talvez até fosse, no papel. Na vida real, eu seria aquela apegada que não consegue se livrar de certas coisas porque nunca sabe quando vai precisar delas novamente. Como notinhas de banco? Nunca sabemos quando vamos precisar, então vamos juntando, porque um dia podem pedir.
Minha vida então é feita delas.

Ou talvez… Seja apenas uma caixa.

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